Mariana Dimas, she always knew.

Há três anos a trabalhar em Braga como fotógrafa e ilustradora na agência de marketing digital HUND, Mariana não viveu sempre por cá, nem foi nas artes que iniciou a sua carreira profissional.

Apesar de se ter feito notar desde cedo na escola pelos trabalhos plásticos, as boas notas às biologias e químicas contribuíram para que se convencesse de que as ciências seriam uma aposta inteligente. E os desenhos e a fotografia estariam sempre lá, para se divertir nos tempos livres.

O tempo foi passando e os cálculos e leituras académicas foram-se intensificando. As horas dedicadas ao desenho reduziram-se a zero. Durante os sete anos em Lisboa, como estudante e trabalhadora na indústria dos medicamentos, apenas a prática da fotografia sobreviveu. Foi quando Mariana emigrou para Maputo, onde trabalhou quatro anos como farmacêutica hospitalar, que a paixão pelo desenho e pintura voltou a despertar.

“Fascinou-me a força da cena cultural moçambicana, o contacto com a comunidade de artistas locais e com a arte africana – tão expressiva, tão crua e desconcertante. Comecei a pintar intuitivamente e por puro prazer.”

Regressada a Portugal, em 2016, Mariana não conseguiu mais ignorar mais a paixão pelas artes.

“Não é possível contrariar o inevitável. As incertezas e inseguranças podem bloquear-nos por algum tempo – demasiado tempo às vezes – mas quando sabemos exatamente do que é que gostamos, quando o sentimos no lugar mais profundo do coração, a única forma de sermos felizes é mandarmo-nos.”

Investiu em aulas de fotografia e em formação em softwares de criação e edição de imagem. Para além do trabalho na agência – que vai desde ilustração e design das mais diferentes peças gráficas, de conteúdo digital a formatos físicos, como packaging -, Mariana está neste momento a frequentar o Mestrado em Ilustração e Animação no IPCA, e a desenvolver os seus projetos autorais no pequenino tempo que lhe sobra.

“Sou contemplativa e atenta, gosto de observar as pessoas nas suas vidas, na rua, nos cafés. Sou apaixonada pelos gestos e pela linguagem corporal. Interessa-me a forma como interagem umas com as outras, e como se comportam sozinhas. Ultimamente inclino-me especialmente para o tema das mulheres. Desenho-as com expressões nostálgicas, com olhos negros, e sobrancelhas fortes. Sinto que estes rostos vertem influências da minha experiência em África, das pessoas que conheci e com quem me cruzei nas ruas. Gosto de pensar nas minhas personagens como que a posar para uma fotografia, para o mundo.”

Alimento a criatividade através das viagens que faço, da minha música, do cinema e da literatura, mas é nos objetos mais triviais e nos episódios do dia-a-dia que encontro a maior inspiração. As ideias podem surgir de uma conversa entre amigos, ao reparar na bonita fachada de uma casa, ou simplesmente ao cuidar das minhas plantas.”

Coleciono livros sobre artistas que admiro e tenho uma predileção por plataformas digitais, revistas, galerias, museus, exposições, festivais, mercados e todos os canais que me permitam conhecer o trabalho de outros artistas.

A minha maior referência? Matisse. Encanta-me o uso da paleta de cores e das formas. Para mim, toda a sua obra é poética e hipnotizante.“

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“A colaboração com a Cluoh representou uma oportunidade irresistível de ver o meu trabalho aplicado ao universo da moda. Entusiasma-me sempre a possibilidade de explorar novas texturas, materiais e suportes. Para além disso, identifico-me com a marca, e sobretudo admiro e acredito muito nas pessoas que estão por trás do projeto – que demonstraram abertura, dedicação, e boa onda invariáveis ao longo do processo.”

“O que provoca em mim o OH effect? A criatividade das pessoas.“

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@MARIANAALWAYSKNEW

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